Afinal por que Lilith? #sacerdotisas
Afinal por que Lilith?
Essa era a minha
pergunta tão logo ela entrou com uma voadora na porta da minha vida.
Estava há algum tempo sem praticar qualquer atividade relacionada ao
meu caminho mágicko, mas antes desse evento invoquei um anjo através
do Lemegeton, Chave Menor de Salomão e a partir dessa invocação
vi-me abrindo novamente para o plano espiritual.
Estava na época
escrevendo uma histórica fictícia com personagens que eram vampiros, bruxas e demônios
e embora Lilith só apareceu na história porque os personagens a
citavam como protetora das bruxas, não foi exatamente isso que
aconteceu em minha vida nesse plano de existência.
Numa noite ao
dormir, me peguei numa projeção astral, onde Lilith teria me puxado
para aquele plano existencial e numa tela ela me mostrava tudo o que
aconteceria comigo e o que mudaria em minha personalidade e vida na medida
em que sua possessão ficasse mais efetiva.
Eu não sou uma
pessoa que gosta particularmente de possessões ou encorporações
porque sou meio neurótica com a ideia de que quero manter o controle
de minha mente e corpo, e assim que olhei várias cenas do que me
vida se tornaria, vi que não queria aquilo para mim porque estava
com medo de olhar para aquelas coisas (medo de olhar para nosso lado
sombrio é uma assinatura espiritual de Lilith). Como estava 100%
lúcida nessa experiência, me forcei para acordar em meu corpo.
Eu conseguia
despertar, mas não conseguia ficar acordada, sendo puxada para a
mesma experiência exatamente onde tinha parado ao tentar acordar. Eu
sentia como que se Lilith me puxasse pelo colarinho e me obrigasse a
ver o que eu não queria ver. Isso levou a vários despertares e
retorno para a mesma experiência astral, até que finalmente
consegui acordar, pular da cama e ficar ofegante, em pé no meio do quarto
escuro, olhando alarmada para todos os lados, para ter certeza de que
tinha conseguido acordar.
A partir desse sonho
comecei a trabalhar com as mansões lunares e retomei meu caminho
mágicko, mas com uma nova forma de ver a vida e também uma nova
filosofia. Sentia-me viva e diferente, ainda que não tinha muita
clareza naquele momento das mudanças que estavam acontecendo dentro
de mim.
Isso ficou mais
evidente quando tive minha segunda experiência fora do corpo com
Lilith, nessa eu estava num poço, completamente lúcida e consciente
de que se tratava de uma projeção astral. A deusa estava atrás de
mim segurando meus ombros como uma guia. Embora não ouvisse sua voz,
eu sabia exatamente o que ela estava me dizendo como um tipo de
telepatia que não sei como descrever, tão logo que eu sabia o que
me falava, sem haver palavras para saber. Confuso, mas foi assim.
Descíamos um tipo
de elevador, onde os dois primeiros andares (logo que a estrutura era
um túnel e que havia andares como se fosse um prédio), ela me
informava que os dois andares que estavam acesos me eram conhecidos
conscientemente e, portanto, não precisava gastar meu tempo naquele
ponto.
Descemos e cada vez
ficávamos num ponto ainda mais profundo, a escuridão que se seguiu
se tornou ainda mais densa, ao ponto de me sentir sufocada (nem sei
como é que se sufoca no plano astral) e em dado momento de desespero
e pavor, perguntei a ela se não podíamos parar naquele andar antes
de irmos ainda mais fundo, mas ela me negou e continuamos descendo. O
terror me despertou.
Desde então minha
vida e a forma com que lido comigo mesma mudaram totalmente, senti
que Lilith não apenas me empoderou, mas vem me ensinando e guiando
de forma que meus passos ficassem mais seguros pelo caminho e minhas
decisões mais precisas para chegar onde quero chegar. Também tive
um aumento significativo de poder pessoal.
Ela tem me ensinado
e guiado, pela gratidão que sinto pelo toque dela em minha vida e a
ligação que criamos uma a outra, sinto uma enorme vontade de ajudar
outras pessoas através da Mãe Escura que é
Lilith, especialmente mulheres que estão em estados depressivos ou
que por algum motivo se veem desmotivadas, ou com os caminhos
fechados, ou infeliz no amor ou com a vida financeira, ou ao menos que ouviram o chamado.
O que devo admitir
há muito do arquétipo de Quíron, o curandeiro machucado em todo
esse ímpeto de querer compartilhar essa experiência com as
pessoas. Estou fazendo minha parte e dependo da parte incontrolável
do universo, do caos universal. Agora é manter o foco e deixar que
minha Mãe Divina continue me guiando pelo caminho.
#LiliumMartins

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